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GRAFITE
EXPRESSA TAMBÉM ATIVIDADES DE BOMBEIRO


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A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes, dessa maneira temos relatos e vestígios do mesmo desde o Império Romano.

Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é considerada uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.

Grafite
Local: São Paulo/SP
1º Grupamento de Bombeiros - Posto Sé - Pça Clovis Bevilácqua, 421 - Centro
Autor: Natanael






Grafite - Local: São Paulo/SP
Rua Jandaia – República




Grafite - Local: São Paulo/SP
R. do Horto, alt. 70 – Tremembé



Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.

Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche.

Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção.

O surgimento do grafite ocorre na idade contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade, algum tempo depois essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.

No Brasil, foi introduzido no final da década de 1970 em São Paulo. Os brasileiros por sua vez não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro, o estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.

Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.
Principais termos e gírias utilizadas nessa arte são:
- Grafiteiro/writter: o artista que pinta;
- Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro;
- Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúnem para pintar juntos;
- Tag: é assinatura de grafiteiro;
- Toy: é o grafiteiro iniciante;

PICHAÇÃO
Pode-se considerar que a pichação é o ato de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edificações, asfalto de ruas ou monumentos, usando tinta em spray aerosol, dificilmente removível, estêncil ou mesmo rolo de tinta.

A pichação é também utilizada como forma de demaração de territórios entre grupos - às vezes gangues rivais, porém, no geral, são escritas frases de protestos ou insulto, assinaturas pessoais ou mesmo declarações de amor.

Já na Antiguidade é possível encontrar elementos de pichação. A erupção do vulcão Vesúvio preservou inscritos nos muros da cidade de Pompéia, que continham desde xingamentos até propaganda política e poesias.

Na Idade Média, padres pichavam os muros de conventos rivais no intuito de expor sua ideologia, criticar doutrinas contrárias às suas ou mesmo difamar governantes. No final de 1969 e início da década de 1970, as ruas de Los Angeles foram tomadas por pichações que demarca-vam a disputa territorial pelo tráfico de drogas entre duas violentas gangues rivais: Bloods, representada pela cor vermelha, e Crips, representada pela cor azul. A disputa tomou proporções nacionais, e hoje a pichação e a rivalidade entre as duas gangues ainda persiste em várias cidades estadunidenses.

A grafia da pichação de São Paulo é a mais próxima da escrita normal, onde as letras se destacam por serem grandes na vertical, com curvas e detalhes que fazem o diferencial de cada pichação. Em São Paulo, os elementos (pichadores) organizam "equipes" de pichação e possuem algumas diretrizes para organizá-la, possuindo até mesmo um líder (vulgarmente chamado de "cabeça"). Algumas equipes possuem uma espécie de "grife", onde cada uma possui seu símbolo para distinção, exibindo então a união de diversas equipes. São realizados encontros (também conhecidos como "points"), onde diversas grifes se reúnem para trocar infor-mações e fazerem festas, com tinta e, frequentemente, drogas. Existem equipes com mais de vinte anos de existência, denominadas de Velha Guarda. O ápice de uma pichação é chamada de "pico", onde geralmente um prédio de grande porte tem sua parte superior pichada, caracterizando um crime, já que para efetuá-lo, as equipes tem que invadir o edifício para ter acesso a sua parte mais alta. Possuem grafias distintas umas das outras, tornando-se assim peculiar cada letra do alfabeto, assim um caractere de uma equipe, pode ser completamente diferente da outra.

No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do art. 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), que estipula pena de detenção de 3 meses a 1 ano, e multa, para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio conspurcar edificação ou monumento urbano.

Todavia, os juízes vêm adotando a aplicação de penas alternativas, como o fornecimento de cestas básicas a entidades filantrópicas ou a prestação de serviços comunitários pelo infrator.

Grafite: (COLORIDO) - Corpo de Bombeiros - Catanduva - Área de piscina

Grafite - Local: São Paulo/SP - Av. 23 de Maio X R. Tutóia - Moema

Pichação - Local: São Paulo/SP (as imagens acima e abaixo)

Grafite: (COLORIDO) - Corpo de Bombeiros - Catanduva - Área de piscina


DIFERENÇAS
No Brasil, costuma-se estabelecer uma diferença "conceitual" entre o grafite e a pichação. Não há, entretanto, parâmetros objetivos para a distinção entre uma forma e outra. Ambas utilizam basicamente as mesmas técnicas de execução, os mesmos elementos de suporte e podem conter algum grau de transgressão. Existem características próprias entre grafite e pichação, conforme poderá ser verificado seguir:
- O grafite, em princípio, é bem mais elaborado e de maior interesse estético, sendo socialmente aceito como forma de expressão artística contemporânea, respeitado e mesmo estimulado pelo Poder Público. O grafite atualmente tende a ser feito em locais permitidos ou mesmo especialmente destinados à sua realização;
- Já a pichação é considerada essencial-mente transgressiva, predatória, visualmente agressiva, contribuindo para a degradação da paisagem urbana - enfim, mero vandalismo desprovido de valor artístico ou comunicativo. Costumam ser enquadradas nessa categoria as inscrições repetitivas, bastante simplificadas e de execução rápida, basicamente símbolos ou caracteres um tanto hieroglíficos, de uma só cor, que recobrem os muros das cidades. A pichação é, por definição, feita em locais proibidos e à noite, em operações rápidas, sendo tratada como ataque ao patrimônio público ou privado, e portanto o seu autor está sujeito a prisão e multa.

Diferentemente do grafite, cuja preocupação é a ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos. No geral, consiste em fazer algo que para eles é uma arte e para a sociedade é o ato de vandalismo.

GRAFITE:
ATIVIDADES DE BOMBEIROS
Alguns grafites são localizados nas edificações utilizadas por instituições militares de todo o Brasil. Geralmente o tema está relacionado ao exercício das atividades desenvolvidas pela instituição e/ou ocorrências atendidas. Já a pichação
não é permitida.

Nos Corpos de Bombeiros, geralmente os grafites são elaborados por bombeiros, sendo estes verdadeiros artistas.

Como destaque é apresentado a seguir o grafite referente a um dos momentos de intervenção do Canil do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cujo efetivo pertence ao Posto de Bombeiros do Ipiranga do 1º Grupamento de Bombeiros. A ocorrência aconteceu no pátio de obras da estação do Metrô Pinheiros em janeiro de 2007 e teve destaque na Imprensa Internacional. Verdadeira forma de expressão e arte visual, os grafites podem ainda ser observados em diversos postos do Corpo de Bombeiros, porém em áreas discretas e que não alterem as características oficiais de pintura da edificação.

Os grafites, portanto, podem ser desenvolvidos em locais específicos para identificar uma atividade de instrução, como por exemplo: atividades de combate a incêndios, atividades em locais confinados, atividades de mergulho, etc.

Temas relacionados às atividades de combate a incêndios são os mais comuns no desenvolvimento dos grafites.

Estes grafismos devem ser divulgados e seus autores reconhecidos por todos da sociedade.

CONCLUSÃO
O artista do grafite é aquele membro da sociedade cuja criação respeita e se insere no espaço público de forma tão surpreendente que passa a somar tornando o ambiente mais agradável de ser ver do que o era antes dele lá inserir sua obra, e esta passa então de forma natural a ser reconhecido pelos demais como algo que valha a pena de ser visto, admirado, fotografado, divulgado e cultuado, e o que é importante ele o autor passa a ser reconhecido como um artista no sentido literal da palavra, angariando para sí o respeito e a admiração dos demais.

O grafite relaciona-se à arte, desde que siga algumas regras básicas de convivência social, e assim sendo, a arte final, deve e logicamente será admirada e respeitada pelo meio social em que coabita seu autor.

Grafite - Local: São Paulo/SP - 1º Grupamento de Bombeiros - Posto Ipiranga - Av. Nazaré, 301 - Ipiranga - Autor: Sub Ten PM Eduardo

Grafite: Corpo de Bombeiros - Catanduva - Área de piscina

Grafite - Local: São Paulo/SP - 1º Grupamento de Bombeiros – Posto Cambuci - R. José Bento, 15 - Cambuci - Autor: Roberto

Grafite - Local: São Paulo/SP - 1º Grupamento de Bombeiros – Posto Cambuci - R. José Bento, 15 –Cambuci - Autors: Sd PM Símili

Grafite - Local: São Paulo/SP - 1º Grupamento de Bombeiros – Posto Cambuci - R. José Bento, 15 - Cambuci - Autor: Roberto


Fonte: Major Aderson Guimarães Pereira - Doutorando em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Cruzeiro do Sul; Mestre em Políticas Sociais - UNICSUL; Pós-graduado em Gestão da Segurança contra Incêndio e Explosões (USP); Pós-graduado em Qualidade Total e Produtividade (Fac. Oswaldo Cruz); Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo; Bacharel em Direito (UNIBAN); capguimaraes@yahoo.com.br. (artigo e imagens).


 
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